domingo, 9 de setembro de 2007

estranho...


estranheza

estranho
com a estranheza me acanho
sinto me longe de tudo
longe de mim, longe do mundo
pensar, parece errado
relembrar, é o mais acertado
quando quero parar para pensar
a estranheza, faz me recuar
estranho afecto
quando me custa fazer o mais correcto
estar a esta distancia
a um passo da adolescência, ainda com alguma ignorância
estranheza, porque te dou tanta importância
estranheza, ao relembrar a infância
quando quero estar sozinho
todos me querem preencher com o seu carinho
quando preciso de alguém
toda a gente me trata como ninguém
estranho,
estranheza que já me assusta pelo seu tamanho
não sei se me prejudica, se me beneficia
custa me a imaginação ser fictícia
homens em combates de popularização da violência
estranho, ao ver crianças com essa convivência
ao verem combates com frequência
e a estranheza em mim ganha consistência
quando a pouco a pouco
o egoísmo se torna louco
e invasões, guerras, países devastados
porque o poder torna homens mais avantajados
e as riquezas de cada pais estão ameaçadas
estranhamente populações são dizimadas
as entidades estão preocupadas
mas à forma de as manterem caladas
essa estranheza que me irrita
estranheza que não acredita
que é preciso mudar
se assim continuar
não sei aonde iremos realmente parar
à auto destruição, ou à guerra nuclear?

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