quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

ainda te amo


O teu olhar

Desde cedo me fascinei,
por ti, por esse olhar que desde logo amei.
Olhar tão belo,
tão carinhoso, tão singelo.

Esse teu olhar que me cativou,
esses olhos que me inspiraram a ser quem sou.
Olhar de carinho, de amor
todo esse olhar que me deu afecto, deu-me valor.

Olhar que por vezes me intrigava,
detestava quando ele chorava.
Amava-o quando ele me dizia
o que o teu coração sentia.

Um olhar reflecte uma pessoa.
Saudades do teu olhar,
saudades de Lisboa,
olho para ti, ainda te consigo amar.

Olhar que me seduz,
ajudava-me a descobrir em ti uma luz.
Mas nem sempre vi, aquele olhar que traduz,
a infelicidade, o amor perdido,
mais tarde notei que o nosso amor perdera todo o sentido,
mas o teu olhar no meu coração permanece vivo.

domingo, 23 de dezembro de 2007

o vosso presente de natal



O som da tranquilidade
Ao som da tranquilidade,
vejo a simples e honesta verdade.
Em que um verso expressa, toda a minha intencionalidade,
é com calma, esperança ultrapassar as coisas da idade.
Invadido pelo jazz, pelo trompete,
pelo clarinete que de uma forma estranha se intromete
com toda a música, o som da serenidade.
O som que me toca, que me seduz,
faz-me ver a realidade,
que com algum pensamento se traduz,
em tudo o que é escrito
seja o contexto fútil ou erudito
luto naquilo que acredito.
Luto porque a tranquilidade, me deixa tranquilo,
peço tranquilidade naqueles momentos em que refilo,
ou não sei caracterizar momentos, quantos mais defini-los.
A tranquilidade, dá me a calma, a solidez
e tudo o sinto, é a liberdade numa espécie de nudez.
Sem proibições, sem regras,
valoriza as atitudes, a maneira como te entregas.
Não é o resultado que te fará sentir bem,
mas sim, a tranquilidade que te leva mais além.
Este som da tranquilidade deixa-me ver,
faz-me crer, mas acima de tudo entender
que a vida é um livro, eu estou apenas a ler.
As vezes que me irrito sem razão,
preciso da tranquilidade e quando não uso a compreensão.
Tranquilidade ajuda-me numa maior percepção
da vida, de mim mesmo, uma maior interacção
com o que penso, com o que pareço
tranquilidade que manifesta em mim grande apreço.

olá...bom natal



Uma questão de mentalidade…
Se penso necessitar de paz,
sinto me preso, incapaz.
De me abstrair da solidão,
falta-me a liberdade para a minha expressão.
Dias em que a cor é somente cinzenta,
dias em que a sensibilidade me tenta,
a ser uma pessoa fraca, uma pessoa que não aguenta.
Toda a esperança ou o positivismo,
parece simplesmente condenada ao abismo.
Não sei o que fazer, não sei como seguir,
é preciso ter força e não desistir,
o tempo passa mais rápido se conseguires sorrir.
Dias melhores virão e uma maior satisfação se há-de conseguir.
Oportunidade, coragem e força de vontade
farão de ti, alguém com mais vida, amadurecimento e maturidade,
se tens um sonho luta, porque não existe a incapacidade.



Um pouco mais…(2ºversão)
Um pouco mais, de calma e paciência.
Assim haveria guerras com menos frequência,
tenham a ideia, ganhem a consciência
do que realmente fazem, peço vos apenas um pouco mais benevolência.

Um pouco mais de esperança,
o tempo corre, não avança.
Um pouco mais de equilíbrio, para o próprio equilíbrio da balança.
Viver é amar a vida, como amar uma criança.

Um pouco mais de compreensão,
porque ninguém gosta de ouvir um não,
ninguém gosta de ouvir uma critica, uma opinião.
Um pouco mais de atenção, para a tua própria evolução.

Um pouco mais de ti, um pouco mais,
de solidariedade, um pouco mais,
e estaremos doidos por bens banais,
hoje o que interessa é a imagem e nada mais.

Um pouco mais,
dá-me um pouco mais.


Luena
Um mundo devastado,
pelo consumismo exagerado,
a escravidão foi abolida,
a venda de crianças é oferecida.
A escravização de multinacionais,
ou Homens irracionais.
Que compram crianças para satisfazer bens materiais,
bens sexuais, organizações culpam indústrias, culpam os pais.
Quem já foi julgado,
por ter escravos, por estar ligado
a estes crimes sem sanção,
pergunto-vos: - Qual é a solução?
A adopção, é um gesto de carinho
de afecto, de amor.
Escravizam crianças, sem infância
gente sem humanidade, parece o reino da ignorância.
Quem luta contra eles, vê-se com trabalho dificultado,
sinto que vivo num mundo cobiçado,
por potências, que só pensam em mercados,
e não nas crianças e jovens escravizados.
Pensam na pobreza, na droga,
mas ninguém se interroga,
sobre esta escravização,
sem fim, nem razão.

domingo, 16 de dezembro de 2007

eu e t2



frescura


Pela brisa sou refrescado,
com sons de hoje, com músicas do passado.
Viver é o que tenho tentado,
sinto-me fresco quando vejo num sorriso um significado.
A brisa que me suaviza,
o pensamento. O corpo também precisa
de calma e paz,
para tentar ser um pouco audaz.
Procuro uma pequena frescura,
entre o teu amor e a minha procura.
No meio da natureza, pensando.
Fresco, para determinar até quando,
sinto que sou iludido, e assim me vou enganando.
Com o que vou vendo,
com o que me vêm dizendo.
Uma frescura de calma, é o que pretendo.
Conquistar a novidade,
através da escrita, tendo criatividade,
na minha sonoridade,
tento descobrir um mundo com curiosidade.
E tudo o que descubro são coisas que magoam a minha personalidade.
Só esta frescura me torna calmo, e lança uma proximidade,
entre mim, e a minha intimidade.