
O som da tranquilidade
Ao som da tranquilidade,
vejo a simples e honesta verdade.
Em que um verso expressa, toda a minha intencionalidade,
é com calma, esperança ultrapassar as coisas da idade.
Invadido pelo jazz, pelo trompete,
pelo clarinete que de uma forma estranha se intromete
com toda a música, o som da serenidade.
O som que me toca, que me seduz,
faz-me ver a realidade,
que com algum pensamento se traduz,
em tudo o que é escrito
seja o contexto fútil ou erudito
luto naquilo que acredito.
Luto porque a tranquilidade, me deixa tranquilo,
peço tranquilidade naqueles momentos em que refilo,
ou não sei caracterizar momentos, quantos mais defini-los.
A tranquilidade, dá me a calma, a solidez
e tudo o sinto, é a liberdade numa espécie de nudez.
Sem proibições, sem regras,
valoriza as atitudes, a maneira como te entregas.
Não é o resultado que te fará sentir bem,
mas sim, a tranquilidade que te leva mais além.
Este som da tranquilidade deixa-me ver,
faz-me crer, mas acima de tudo entender
que a vida é um livro, eu estou apenas a ler.
As vezes que me irrito sem razão,
preciso da tranquilidade e quando não uso a compreensão.
Tranquilidade ajuda-me numa maior percepção
da vida, de mim mesmo, uma maior interacção
com o que penso, com o que pareço
tranquilidade que manifesta em mim grande apreço.
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