segunda-feira, 20 de agosto de 2007

balada de outono + ...




grande zeca afonso... uma letra que mereçe ainda mais palmas. Para o trabalho deste corajoso artista...


Águas e pedras do rio

Meu sono vazio

Não vão acordar

Águas das fontes calai

Ó ribeiras chorai

Que eu não volto a cantar




Rios que vão dar ao mar

Deixem meus olhos secar

Águas das fontes calai

Ó ribeiras chorai

Que eu não volto

A cantar




Águas do rio correndo

Poentes morrendo

P'ras bandas do mar

Águas das fontes calai

Ó ribeiras chorai

Que eu não volto A cantar


.... SER(E)

sinto a vontade de te escrever
de te dizer, de me submeter
ao meu próprio ser
que tudo acabou
o meu ser ai, deixou
e tornou me no que hoje sou
apesar de não querer
de não saber o que fazer
ou não sei no que crer
gostava de te ouvir noclarinete
mas entre nós, parece que á algo que se intromete
algo que não explico
algo que complico
e tudo perco quando a ansiedade assume um estado critico
estar assim...
é viver, com o emfim...
não sei
se suportarei
por uma dor que nunca esperei
queria dizer que te amo, contudo só te magoei
tanto querer, que tudo estraguei
é como ter pulmões e não respirar
é como viver uma vida, sem poder sonhar
pergunto me se algum dia, me voltarás a amar

( tenho saudades...
de falar contido
de estar contigo
de brincar contigo
mais que tudo, tenho saudades de ser teu amigo)

sábado, 18 de agosto de 2007

hoje



hoje, o sonho não voou
em que o sol não chegou
e sobre mim, uma nublina poisou
pergunto me, o que hoje se passou?
indecisão que me toca
saudade que me sufoca
a verdade com a razão, que choca
inconsciencia que me perpetua
a memória que nada me atenua
só, numa rua
hoje e amanhã verei a verdade crua

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

madreDeus

Haja o que houver
letra: Pedro Ayres Magalhães (Madredeus)

Haja o que houver
eu estou aqui
Haja o que houver
espero por ti
Volta no vento
Ò meu amor
volta depressa
por favor
Há tanto tempo
já esqueci
porque fiquei
Longe de ti
Cada momento
é pior
Volta no vento
por favor

Eu sei, eu sei
Quem és para mim
Haja o que houver
espero por ti

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

..._(reticente)


...
sobrevivo, sobre uma estranha forma de sobrevivecia
sofro, como em tudo, a consequencia
de cada acto, de cada atitude
enquanto sonhos ganham altitude
a imaginação ferve, como lava vulcÂnica
a cura passa por uma era botÂnica

noites em que o céu é meramente
lindo e explandecente
diferença, que me diferencia
diferença, quando a noite te aquece e deixa de ser fria
um sonho, um momento de fantasia
posso falar com excesso, ou com ironia

cabeça que me tortura
monstros que vageiam em mim á minha procura
que me assaltão, e criam ilusões
e inconscientemente psico sanções
que dão cabo de mim
e fazem me perguntar como será o meu fim