terça-feira, 10 de julho de 2007










Semente

Uma humanidade, que poluição semeia
Iludidos pela beleza de uma sereia
Porque a parte mais bonita, é aquela que é sempre mais feia
Lutar, por algo que se receia
É atirar para os nossos olhos, areia

Sonhamos,
Projectamos,
Vezes, em que não damos conta do que falamos
Quando pela paz esperamos
Enquanto diariamente erramos
Nos erros de sempre
O vento, que semeie a minha semente

Se o mundo foi semeado
Por Deus terá sido criado
Mais que só, mais que banalizado
A semente de me sentir amado
Permanecerá no meu interior
Porque a verdadeira semente, está no amor



Desabafos

Confesso
O que te peço
É demasiado, inverso
Andando à baila neste universo
Um olhar humano, perverso
Desabafos, num pequeno verso

A tristeza de uma guerra
Um imperialismo, que engloba a terra
Afro americanos
Contra iraquianos, iranianos,
Israelitas e palestinianos
Uma guerra, que todos os dias visionamos

Fome, degredo
Desabafo, porque tenho medo do medo
A morte prematura
A vida insegura
Dia após dia
Vejo um mundo, que banaliza toda a magia
E torna o mundo, uma figura enfraquecida em poesia

Asneiras, atrás de asneiras
Políticos corruptos, em brincadeiras
Fazendo conflitos, em fileiras
Arrumando pessoas em prateleiras

Criando, constituindo
Desemprego, nunca serás bem vindo
Ouvindo bocas,
Pessoas cada vez mais loucas

Que se destroem mutuamente
Um desabafo, quando o meu futuro me assusta o presente


CADA VEZ MAIS
Cada vez, que o coração aperta
A preocupação que inconscientemente se mantêm em alerta
Quando a complexidade me afecta
Alturas em que a vida me, inquieta

O tempo que se multiplica
A distancia que um custo implica
O meu coração que de Ti não abdica
Por versos, a vida não se justifica

Cada vez, que me envolves no teu peito acolhedor
Que me acolhe, com um sentimento que só o coração poderá transpor
Cada vez, em que sinto que estás triste
Dá me uma loucura, que é estúpida e tu, já a referiste

Cada vez, que me abres o coração
Cada vez, que me enches as partes de cada pulmão
São tudo vezes, em que sinto a certidão
A certidão de certeza
Não naquela que nos é dada a nascença

Certo do quanto tu me amas, cada vez mais
Convicto que é contigo que quero viver, cada vez mais

Cada vez, que passas a mão pelo meu rosto
Cada vez mais, estou disposto
A sorrir eternamente
Porque cada vez mais fazes me ver o quão belo é o presente

Cada vez, mais maduro
Um relacionamento mais seguro
Cada vez, que mostras o brilho do teu sorriso
Cada vez, eu sinto o quanto o teu carinho me é preciso

Cada vez, que me elogias
Cada vez, as jóias se tornam em meras bijutarias
Cada vez mais, te tornas a outra parte da alma
Cada vez mais, teremos que ter calma

Dar um passo, por passo
Cada vez, que não vejo o que faço
Tu me advertes
Cada vez que me avisas, é para que me alertes

Porque cada vez mais eu sonho
A realidade faz me escrever do amor, um conto

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